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Título: Caracterização geoquímica, radiométrica e mineralógica de algumas mineralizações de urânio da região de Nisa
Autor: Prazeres, Cátia
Palavras-chave: Geoquímica
Radiometria
Mineralogia
Mineralização
Urânio
Região de Nisa (Portugal)
Data de Defesa: 2011
Citação: Prazeres, Cátia Marques - Caracterização geoquímica, radiométrica e mineralógica de algumas mineralizações de urânio da região de Nisa. Lisboa : Universidade de Lisboa. Faculdade de Ciências. Departamento de Geologia, 2011, 147 p.
Resumo: Na região do Alto Alentejo, foram identificadas várias mineralizações de urânio durante a prospecção sistemática que teve início já antes dos anos 50. Nesta região nenhuma ocorrência foi alvo de exploração, tendo havido todavia, um desmonte experimental no jazigo de Nisa e de terem sido empregues esforços na caracterização da viabilidade económica de cada ocorrência. No presente trabalho foram estudadas em pormenor três ocorrências uraníferas nesta zona: o jazigo disseminado de Nisa, em contexto metassedimentar, encaixado em xistos mosqueados do Grupo das Beiras, junto ao contacto com o granito do Maciço de Nisa; Tarabau, do tipo filoniano, encaixado no granito, também próximo do contacto; e Melriça, outra ocorrência do tipo filoniano, na proximidade de uma fácies pegmatítica do granito, a Norte de Castelo de Vide. As técnicas radiométricas comprovaram-se fiáveis, por comparação com os mapeamentos que estiveram na origem da descoberta destas ocorrências. Os levantamentos radiométricos no campo com recurso a espectrómetro multi-canal mostram o carácter mais imóvel do tório, restringido às zonas de mineralização, enquanto o U e K apresentam halos de dispersão em redor das mesmas. A mineralização uranífera à superfície é constituída somente por fosfatos de U, com preponderância para a torbernite. Em Nisa, foi identificada saleíte, com ocorrência da mineralização nos planos de xistosidade, em filonetes de quartzo e em domínios de alteração, segundo uma direcção geral N60-80ºW. Na ocorrência do Tarabau, foi identificada meta-torbernite com meta-uranocircite associada, especialmente nas zonas de esmagamento adjacentes aos filões. Esta associação resulta de processos de substituição e precipitação tardia com troca do catião na camada hidratada levando à transformação da meta-torbernite em meta-uranocircite. Os óxidos/hidróxidos de ferro surgem associados aos fosfatos de U em alguns domínios, evidenciando relações texturais resultantes da substituição dos fosfatos com a presença de quantidades residuais de P e U na sua composição.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Geologia Económica, especialização em Prospecção Mineral, apresentada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
URI: http://hdl.handle.net/10400.9/1867
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