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ABSTRACT: The fossil record of tunas (tribe Thunnini, family Scombridae) is sparse due to their pelagic lifestyle. Yet such finds are essential for reconstructing evolutionary and biogeographic patterns of these marine apex predators. We report the first occurrence of Thunnus sp. in Portugal, based on a well-preserved caudal vertebra from Burdigalian (Lower Miocene) deposits at Praia da Foz da Fonte (Baixo Tejo Basin, Setúbal Peninsula). The specimen, although recovered ex situ, is confidently attributed to the Lower Miocene shallow-marine succession of the locality. Morphological features—including an amphicoelous centrum, paired lateral foramina, and distinct growth rings—support its assignment to a large scombrid, consistent with the taxon Thunnus. Estimated body length exceeds 284 cm, indicating the presence of large pelagic predators from this genus in Miocene seas of western Iberia. This find represents the earliest tuna record from Portugal and supports a widespread Miocene distribution and diversification of the genus Thunnus across Europe and the Americas.
RESUMO: O registo fóssil dos atuns (tribo Thunnini, família Scombridae) é relativamente escasso devido ao seu modo de vida pelágico, que limita o potencial de preservação. Ainda assim, esses registos são fundamentais para compreender a história evolutiva e a paleobiogeografia de um dos grupos de peixes mais importantes do ponto de vista ecológico e económico. Neste trabalho reporta-se a primeira ocorrência de Thunnus sp. no registo fóssil de Portugal, com base numa única vértebra bem preservada proveniente de depósitos do Burdigaliano (Miocénico Inferior) na Praia da Foz da Fonte, localizada na Bacia do Baixo Tejo (Península de Setúbal). O espécime foi encontrado ex situ na base de uma arriba, mas é atribuído com confiança à sucessão marinha miocénica local, caracterizada por biocalcarenitos, calcarenitos e margas interestratificadas, representativos de ambientes deposicionais marinhos pouco profundos. A análise morfológica da vértebra caudal revela características diagnósticas de grandes escombrídeos, incluindo o centro anficélico, centrum robusto, pares de forâmenes laterais e anéis de crescimento bem definidos, consistentes com um indivíduo de tamanho médio a grande do género Thunnus. Com um comprimento corporal estimado superior a 284 cm, este fóssil evidencia a presença de predadores pelágicos altamente adaptados nos mares miocénicos do oeste da Ibéria. Comparações com outros registos miocénicos de Thunnus da Europa, América do Norte e do Sul, sugerem uma distribuição mais ampla e a diversificação do grupo neste período. Embora vértebras isoladas sejam geralmente não diagnósticas ao nível específico, o espécime enquadra-se na morfologia “tipo-Thunnus” reconhecida noutros depósitos miocénicos a nível mundial. Este achado não só amplia o registo fóssil português de Scombridae, anteriormente pouco documentado, como também constitui a evidência mais antiga de espécies de atum na região. A presença de Thunnus nestes depósitos reflete tanto a importância ecológica dos atuns nos ecossistemas marinhos de idade Miocénico, como o seu papel de predadores pelágicos de topo durante uma fase crítica da evolução oceânica do período Neogénico.
RESUMO: O registo fóssil dos atuns (tribo Thunnini, família Scombridae) é relativamente escasso devido ao seu modo de vida pelágico, que limita o potencial de preservação. Ainda assim, esses registos são fundamentais para compreender a história evolutiva e a paleobiogeografia de um dos grupos de peixes mais importantes do ponto de vista ecológico e económico. Neste trabalho reporta-se a primeira ocorrência de Thunnus sp. no registo fóssil de Portugal, com base numa única vértebra bem preservada proveniente de depósitos do Burdigaliano (Miocénico Inferior) na Praia da Foz da Fonte, localizada na Bacia do Baixo Tejo (Península de Setúbal). O espécime foi encontrado ex situ na base de uma arriba, mas é atribuído com confiança à sucessão marinha miocénica local, caracterizada por biocalcarenitos, calcarenitos e margas interestratificadas, representativos de ambientes deposicionais marinhos pouco profundos. A análise morfológica da vértebra caudal revela características diagnósticas de grandes escombrídeos, incluindo o centro anficélico, centrum robusto, pares de forâmenes laterais e anéis de crescimento bem definidos, consistentes com um indivíduo de tamanho médio a grande do género Thunnus. Com um comprimento corporal estimado superior a 284 cm, este fóssil evidencia a presença de predadores pelágicos altamente adaptados nos mares miocénicos do oeste da Ibéria. Comparações com outros registos miocénicos de Thunnus da Europa, América do Norte e do Sul, sugerem uma distribuição mais ampla e a diversificação do grupo neste período. Embora vértebras isoladas sejam geralmente não diagnósticas ao nível específico, o espécime enquadra-se na morfologia “tipo-Thunnus” reconhecida noutros depósitos miocénicos a nível mundial. Este achado não só amplia o registo fóssil português de Scombridae, anteriormente pouco documentado, como também constitui a evidência mais antiga de espécies de atum na região. A presença de Thunnus nestes depósitos reflete tanto a importância ecológica dos atuns nos ecossistemas marinhos de idade Miocénico, como o seu papel de predadores pelágicos de topo durante uma fase crítica da evolução oceânica do período Neogénico.
Description
Keywords
Tuna Thunnus sp. Scombridae Burdigalian Miocene Fossil Atum Burdigaliano Fóssil Portugal
Pedagogical Context
Citation
Neto de Carvalho, C., Marrecas, P., & Figueiredo, S. (2025). The first occurrence of tuna Thunnus sp. (Family Scombridae) in the Miocene fossil record of Portugal. In: Comunicações Geológicas, 2025, vol. 112, Fascículo I, pp. 71-77. https://doi.org/10.34637/3606-2d66
Publisher
LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia
