GCG - Resumos em livros de actas
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Percorrer GCG - Resumos em livros de actas por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Naturais::Ciências da Terra e do Ambiente"
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- O controlo estrutural da Serra de Grândola [Resumo]Publication . Ressurreição, Ricardo; Dias, Ruben; Cabral, João; Represas, Patricia; Carvalho, JoãoABSTRACT: Essencialmente desenvolvida nos terrenos paleozóicos da Zona Sul Portuguesa (ZSP), a serra de Grândola constitui um grande bloco de geometria grosseiramente triangular basculado para SE, com altitude máxima (325 m) situada próximo da sua extremidade NW. Destaca-se da bacia de Alvalade, a N, e da planície litoral, a W, através de vertentes escarpadas de direcção WNW-ESE e N-S, respectivamente, passando em continuidade à superfície da bacia de Alvalade a SE. A vertente setentrional corresponde à escarpa da falha de Grândola, estrutura relevante na evolução cenozóica regional com sucessivos levantamentos do bloco S desde o Paleogénico. Ao longo de todo este bordo, o Cenozóico cobre em “onlap” as rochas da ZSP, desconhecendo-se contactos por falha à superfície. O seu traçado cartográfico é maioritariamente inferido. Existem evidências de deformação indicadas por fracturação e basculamento em afloramento, lineamentos gravimétricos importantes, sísmica de reflexão e sondagens. Estes dados, a par da evolução do campo de tensões cenozóico e enquadramento regional, sugerem que a falha de Grândola tem tido um comportamento predominante em desligamento direito face à compressão alpina. A vertente ocidental da serra é mais irregular, tendo direcção N-S, grosso modo. É parcialmente talhada em rochas mesozóicas do sector emerso da bacia do Alentejo, que se encontram basculadas para W e localmente muito fracturadas. A passagem da ZSP para a planície litoral coincide em alguns locais com a presença de falhas a que se associam pequenas escarpas, encontrando-se a deformação distribuída por um conjunto de estruturas de onde se destaca a falha de Deixa-o-Resto (NNE-SSW), de cinemática esquerda e inversa. A orientação de várias falhas, mais ou menos coincidente com os principais limites da serra, sugere que esta é um relevo controlado por sistemas conjugados de fracturas, paralelos aos bordos setentrional e ocidental, actuando com componente de movimentação direita no bordo setentrional e esquerda no bordo ocidental. Admite-se a existência de uma componente de deformação flexural da crusta acompanhando o deslocamento do bloco da serra de Grândola ao longo das zonas de falha, contribuindo para um empolamento da superfície topográfica, com máximo encurtamento junto à intersecção das duas famílias direccionais de fracturação. A falha de Grândola corresponderá assim a uma “tear fault”, delimitando a N a deformação vertical associada ao empolamento flexural, e acomodando o deslocamento para NW do bloco correspondente à serra através de movimentação horizontal direita (figura 1).
- Evaluating the role of physical mechanisms as possible triggers for turbidity currents in a deep ocean seamount [Resumo]Publication . Lebreiro, Susana M.; Peliz, Álvaro; Antón, Laura; Nave, Silvia; Reguera, M. Isabel; Lozano-Luz, Rocío; Waelbroeck, Claire; Crowhurst, Simon; Martrat, Belen; Lopez, Jordi F.; Hebert, Raphael; Lopez-Rodriguez, AlejandraABSTRACT: Turbidity currents on continental margins are often attributed to cyclic climate variability and sea-level change, while the causes of deep ocean turbidites are as yet to be tested. The Atlantic Iberian margin provides a unique setting to contrast deep ocean and continental environments, including depression features that further protect from resuspension and erosion by along slope bottom currents. We present records of low-frequency, non-periodic, climate-independent turbidites from three exceptionally deep cores covering up to 426,000 years in the Tore seamounts area. Here we evaluate the possible role of a number of physical processes that, when combined, may induce sufficiently intense bottom boundary events and likely precondition the recurrence pattern of the observed deep ocean turbidites.
- Evidências de alterações ambientais abruptas na transição Pérmico-Triásico na Bacia Carbonífera de N'Condédzi (Moçambique) [Resumo]Publication . Fernandes, Paulo; Pereira, Zélia; Vennemann, Torsten; Silva Mendes, Márcia Cristina; Jorge, Raul C. G. Santos; Lopes, Gilda; Albardeiro, Luís; Font, Eric; Adatte, T.; Marques, J.RESUMO: O limite Pérmico-Triásico (LPT) marca a crise biótica mais severa do Fanerozóico, associada a profundas perturbações ambientais e climáticas ligadas à Extinção do Pérmico-Triásico. Apresentamos os resultados de uma investigação multidisciplinar de alta resolução das alterações ambientais terrestres ao longo do LPT na Bacia Carbonífera de N’Condédzi, em Moçambique. Os dados obtidos do estudo da sondagem CIMT-014 integram palinostratigrafia, palinofácies, isótopos estáveis de carbono (δ¹³Corg) e carbono orgânico total (COT) para restringir a cronologia e a natureza das perturbações do ecossistema. Os depósitos do Pérmico Superior (Formação Matinde) registam ambientes de planície aluvial ricos em matéria orgânica e com presença de carvão, dominados por vegetação glossopterídea em condições climáticas húmidas. Estes depósitos são abruptamente sobrepostos por camadas de conglomerados e por estratos pobres em matéria orgânica da Formação Cádzi do Triássico Inferior, o que reflete uma mudança para sistemas fluviais de alta energia em condições áridas. Os dados palinológicos documentam uma transição rápida de uma flora diversificada, dominada por Glossopteris, para associações de baixa diversidade, dominadas por esporos, características de ecossistemas sob pressão ambiental. O registo de δ¹³Corg mostra um declínio gradual durante o Pérmico Superior, seguido de uma excursão negativa significativa (~5,4‰) no início do Triássico, que atinge um mínimo de −30,4‰. Esta excursão coincidiu com uma queda acentuada do COT e com uma grande alteração da flora, o que indica uma forte ligação entre a perturbação do ciclo do carbono exógeno e o colapso do ecossistema terrestre. O sinal isotópico indica uma entrada substancial de carbono enriquecido em ¹²C no ciclo do carbono exógeno, o que é consistente com as emissões vulcânicas e com a desgaseificação termogénica de sedimentos (argilitos, evaporitos e carbonatos) associada às Traps Siberianas. A não coincidência estratigráfica entre o limite Pérmico-Triásico (PTB), definido palinologicamente, e a excursão negativa do δ¹³Corg indica respostas terrestres assíncronas e/ou controlos deposicionais locais. Valores persistentemente baixos de δ¹³Corg e o empobrecimento palinológico no Triásico Inferior indicam um stress ambiental prolongado e uma recuperação lenta do ecossistema. Este estudo fornece novas perspetivas sobre a sensibilidade do ecossistema terrestre e a dinâmica do ciclo do carbono durante o LPT no Gondwana, enfatizando a importância combinada dos mecanismos de forçamento globais e regionais.
- Geocronologia U-Pb de zircões detríticos e proveniência sedimentar nas regiõescarboníferas de Moatize e N’Condédzi (Bacia Karoo do Zambeze, Moçambique) [Resumo]Publication . Fernandes, Paulo; Jorge, Raul C. G. Santos; Albardeiro, Luís; Chew, David; Drakou, Foteini; Pereira, Zélia; Marques, JoséRESUMO: A geocronologia U-Pb de zircões detríticos das regiões carboníferas de Moatize e N’Condédzi, na Bacia Karoo do Zambeze (Moçambique), fornece informações importantes sobre a proveniência sedimentar e a evolução da bacia. A sucessão estratigráfica, com idades entre o Roadiano (Pérmico médio) e o Carniano (Triássico superior), é constituída por arenitos, argilitos e camadas de carvão, depositados em ambientes aluvionais-lacustres em bacias de rift continental, com espessura superior a 2 km. Os arenitos pérmicos da região de Moatize apresentam três populações de zircões detríticos (1150–950 Ma, 900–780 Ma e 650–490 Ma), enquanto os de N’Condédzi mostram apenas uma população (1150–950 Ma). Durante o Pérmico, a proveniência dos sedimentos de N’Condédzi esteve associada ao Terreno Tete-Chipata e ao Complexo Malawi. Em Moatize, os depósitos iniciais de ambiente deltaico lacustre (Roadiano–Wordiano) indicam uma proveniência dominante do Cinturão Zambeze (900–780 Ma), com contribuições secundárias do Bloco Nampula (1150–950 Ma e 650–490 Ma). A evolução de um ambiente deltaico lacustre para um sistema aluvionar em Moatize é atribuída a um evento tectónico significativo, que originou sistemas fluviais com elevada carga sedimentar e canais entrançados. Os arenitos desses canais mantêm as três populações de zircões detríticos, refletindo proveniência combinada do Cinturão Zambeze e do Bloco Nampula. Em depósitos mais recentes, associados a canais em meandros, observa-se uma diminuição da contribuição do Cinturão Zambeze, sugerindo uma mudança de proveniência dominante para o Bloco Nampula, possivelmente controlada pela tectónica. A ausência de populações de zircões de 900–780 Ma e de 650–490 Ma nos arenitos pérmicos de N’Condédzi indica que as duas regiões não estavam interligadas durante o Pérmico. É provável que um horst intra-rift, representado pela Suite Gabro-Anortosítica de Tete (Mesoproterozoico), tenha actuado como barreira paleogeográfica entre as duas regiões. No Triássico Inferior, os arenitos de N’Condédzi apresentam uma população dominante de zircões detríticos de 1150–950 Ma, o que confirma a proveniência do Terreno Tete-Chipata e do Complexo Malawi. Uma população minoritária (650–490 Ma) está associada a condições mais áridas, coincidentes com a transição Pérmico-Triássico, e à expansão da bacia de drenagem. Já no Triássico Superior, a predominância da população de 1150–950 Ma indica um regresso às condições de proveniência semelhantes às do Pérmico médio e superior, reflectindo, uma vez mais, a interacção entre a actividade tectónica e a sedimentação.
- Geomorphological and sedimentary evolution of the Southwestern sector of the Tagus river [Resumo]Publication . Dias, Ruben; Ressurreição, Ricardo; Legoinha, PauloABSTRACT: The present-day Tejo River flows within the Lower Tejo Basin, a Cenozoic tectonic depression formed during the Alpine orogeny at the end of the Cretaceous and during the Paleogene under a NNE–SSW compressional stress. Deformation intensified during the Miocene with NNW–SSE compressional stress, reactivating pre-existing faults that controlled the accommodation space and thickness of the basin’s sedimentary fill. Tectonic inversion led to the uplift of the Lusitanian Basin and the Central Cordillera, which supplied sediments laterally to the Tejo Basin. Sedimentation began in the Paleogene with the development of extensive alluvial fan systems, later evolving into fluvial environments. Throughout the Miocene, the southwestern sector of the basin experienced several marine incursions, leading to the formation of reefs and coastal swamp environments that extended inland to the Santarém–Lavre region. Eustatic fluctuations caused repeated shoreline advances and retreats, controlling the position of the fluvial system. The pre-Tejo River developed as an alluvial plain dominated by a meandering system. At the beginning of the Pliocene, the pre-Tejo was characterized by an extensive alluvial plain transporting and depositing mainly medium- to coarse-grained siliciclastic sands. The river likely received contributions from the Alvalade Basin fluvial system and discharged into an estuary north of the Grândola range. The southern margin of the river can be recognized near Melides. Pliocene dating from Galé beach (Melides) and the Setúbal Peninsula indicates ages of ≈ 4.5 Ma (Ressurreição, 2018) and 3.8 Ma (Azevedo, 2006), respectively, showing progressively younger deposits towards the north. These data suggest that during the Pliocene the river gradually migrated northward, eventually reaching the Setúbal Peninsula. Clay deposits in the Pegões region, with considerable lateral extent and thickness, suggest proximity to the mouth of a major river system. During the Pleistocene, fluvial incision began and terrace levels formed as the valley progressively entrenched. The river continued to migrate northward and eventually established its outlet in the Gargalo do Tejo constriction, possibly due to tectonic activity along its fault and/or river capture. The main clay depocentre shifted to the Mar da Palha. Overall, during the Pliocene and Pleistocene, the estuarine sector of the Tejo fluvial system experienced a progressive northward migration until it became entrenched and stabilized in its present position.
- New 87Sr/86Sr constraints on the marine Miocene of the Lower Tagus Basin and the Alentejo Coastal Plain (Portugal) [Resumo]Publication . Ressurreição, Ricardo; Legoinha, Paulo; Dias, Ruben; Horta Pacheco dos Santos, José Francisco; Monteiro Ribeiro, Sara; Patinha, CarlaABSTRACT: Sedimentation in the Lower Tagus Basin was strongly controlled by eustatic oscillations, with several marine incursions during the Miocene. Previous studies, based on biostratigraphic and isotopic data, identified ten depositional sequences in the southwestern sector of the basin that correlate with thirdorder eustatic cycles. Some of these transgressions reached considerable amplitudes, with marine influence extending up to ~80 km inland under the present-day configuration of the territory. Preliminary results of 87Sr/86Sr isotopic dating from oyster shells collected in the Lower Tagus Basin (LTB) and the Alentejo Coastal Plain (ACP) are presented (figure 1). At Vila Nova da Rainha, a 15.69 Ma age (correlating with Langhian, V-b unit at Lisbon) anchors the marine-influenced base of the local succession, exposing a ~5 Ma hiatus between these levels and the overlying sands with Hipparion (Vallesian, MN 9). This age corroborates previous bio-chronostratigraphic assignments. Marine and marginal-marine sediments crop out along the eastern margin of the LTB and in the ACP. In the Alcácer do Sal region and along the Melides–Sines coast, these deposits are assigned to the Alcácer do Sal Formation (upper Serravallian–lower Tortonian). However, further north, as far as Lavre (Montemor-o-Novo), geological mapping attributes them to a broader interval corresponding to the Vindobonian (Langhian–Tortonian). Oyster shells collected at two sites along the Marateca stream (Monte da Moinhola and Monte Novo) and at Melides yielded ages of 11.13 Ma, 11.03–7.32 Ma and 8.58 Ma. These values indicate Tortonian deposition and are consistent with the Alcácer do Sal Formation, suggesting that marine Miocene deposits cropping out as far north as Lavre may belong to this unit, representing one of the most landward-penetrating Miocene transgressions. At the base of the sea cliff at Galé beach (Melides), calcareous sandstones and sands with marine fauna have been mapped as part of the Alcácer do Sal Formation. However, 87Sr/86Sr dating of oyster shells yielded ages between 6.79 and 5.80 Ma, indicating Messinian deposition. These sediments can therefore be correlated with the Esbarrondadoiro Formation, a Messinian marine unit of the Alvalade Basin whose connection with the coastal area had not previously been unequivocally identified. This study contributes to the understanding of the marine Miocene of southwestern Portugal and has implications for paleogeographic reconstruction and geological mapping.
- Using ESA NoR high-resolution data to support coastal management: the Baleal– Óbidos lagoon case study [Resumo]Publication . Nave, Silvia; Gonçalves, Pedro; Albardeiro, Luís; Mesquita Soares, SofiaABSTRACT: The study of coastal cliffs is essential for territorial management, public safety, and environmental preservation, given their inherently dynamic and geomechanically unstable nature. The significant rise in coastal area occupation requires the development of strategically focused methodologies that facilitate efficient and rapid monitoring of coastlines featuring sea cliffs, where mass movements are more likely to occur. Monitoring these landforms requires decimetre-scale spatial resolution to capture geomorphological changes such as clifftop retreat, block detachment, and the development of structural discontinuities. This study examines a small section from a cliffed coastline bordered by a continuous sandy beach located on the western coast of Portugal, between Baleal and the Óbidos Lagoon, a gently curved stretch of coast with approximately northeast to southwest orientation. The sea cliffs, reaching up to 50 meters above sea level, with varying slopes and heights, are broken up by two fluvial valleys, forming a local beach-dune system in those areas. The multi-sensor analysis carried out in this analysis enabled the precise identification of clifftop retreat and structurally significant discontinuities along the Praia d'El Rey sector. Multi- temporal differencing of Vexcel Elevate DTMs (2020–2024) revealed spatially coherent zones of material loss along the cliff face and beach interface (Figure 1). However, these results remain preliminary: uncertainty persists due to (i) tidal stage differences between acquisitions affecting intertidal elevations, (ii) co-registration offsets between epochs, and (iii) unvalidated vertical accuracy of the DTM products at this site. This study highlights the critical role of initiatives like the ESA Network of Resources, supported by the European Union Space Programme, in advancing efficient and timely monitoring of sea- cliff morphology. By reducing barriers to the use of commercial ultra-high-resolution satellite data, these programmes enable high-precision coastal research. In the absence of such institutional support, sub-metre imagery would remain largely inaccessible to public research institutions, underscoring the strategic significance of European Earth Observation programmes in supporting evidence-based coastal hazard management.
