Logo do repositório
 

UB - Artigos em revistas nacionais

URI permanente para esta coleção:

Navegar

Entradas recentes

A mostrar 1 - 7 de 7
  • LNEG obrigado a aceitar as certificações dos biocombustíveis reconhecidas pela UE
    Publication . Gírio, Francisco
    RESUMO: Recentemente, notícias vieram a público sobre possível fraude na origem de biocombustíveis usados na Europa e em Portugal. A Associação ZERO veio mesmo sublinhar que, apesar de Portugal ter assumido o compromisso de abandonar o uso de biocombustíveis à base de óleo de palma, inscrito na Lei de Bases do Clima e no Orçamento do Estado para 2022, a medida nunca saiu do papel. Por outro lado, os produtores nacionais de biocombustíveis, através das suas organizações, Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis (APPB) e Associação Bioenergia Avançada (ABA), referem mesmo que as autoridades nacionais não controlam as possíveis fraudes na origem, em particular as matérias-primas que chegam à Europa que são resíduos da indústria de palma, caso do efluente de éster metílico de óleo de palma (POME) e dos cachos vazios de frutos de palma. E alegam que existe uma diferenciação de tratamento entre produtores nacionais/europeus e terceiros (fora da UE), com um escrutínio mais apertado aos produtores nacionais. Em súmula, todos pedem uma atuação urgente do Estado português. Entre as medidas propostas, estão a revisão do modelo europeu de certificação, passando o controlo para entidades públicas, a criação de um sistema transparente de rastreabilidade e informação ao consumidor, bem como o reforço do combate à fraude através de uma estrutura europeia dedicada. Acresce que estas queixas das empresas não ocorrem apenas em Portugal, sendo agora o momento para nos debruçarmos com factos sobre a realidade atual. Relativamente a eventuais fraudes nos biocombustíveis, alguns países europeus — casos da Bélgica, Holanda e Irlanda — fizeram chegar ao Conselho Europeu alegações de fraudes com biocombustíveis provenientes da Ásia, que, até ao momento, não foram consubstanciadas por estes países nem comprovadas. Apenas a Alemanha apresentou na Comissão Europeia (CE), em 2023, uma queixa formal sobre fraude na importação de biodiesel da China. Após mais de um ano e meio de investigações pela CE, esta acabou de encerrar o caso, informando que não foi possível comprovar evidências de fraude, embora admita que identificou fraquezas na legislação europeia de confirmação da sustentabilidade dos biocombustíveis, principalmente nas matérias residuais produzidas na origem, e anunciou medidas de curto e médio prazo para tornar o sistema europeu mais robusto à fraude. Em Portugal, a entidade que supervisiona o sistema de certificação na produção ou importação de biocombustíveis é o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, através da Entidade Coordenadora do Cumprimento dos Critérios de Sustentabilidade (LNEG/ECS). O LNEG/ECS atua apenas a montante na cadeia de valor, estabelecendo e verificando a aplicação da Diretiva 2018/2001 (RED II) desde a matéria-prima utilizada até à produção ou importação do biocombustível. Decorrente desse trabalho, o LNEG/ECS informa mensalmente a ENSE E.P.E., para cada operador económico, sobre quais os lotes de biocombustíveis classificados como sustentáveis e se tem direito a um Título de Biocombustível (TdB) simples ou duplo.
  • Métodos de fraccionamento de biomassa para as biorrefinarias
    Publication . Carvalheiro, Florbela; Duarte, Luís C.; Lukasik, Rafal M.; Moniz, Patricia
    O desenvolvimento de processos que permitam o fraccionamento eficiente da biomassa (tradicionalmente designados por pré-tratamentos) constitui uma parte muito significativa do esforço científico que tem sido feito para a transformação das biorrefinarias numa realidade industrial. Este artigo apresenta uma breve revisão dos processos de fraccionamento, sendo dada particular atenção a processos emergentes, discutindo também as suas possíveis vantagens e limitações.
  • Biorrefinarias de microalgas
    Publication . Reis, Alberto; Gouveia, Luisa
    As microalgas autotróficas são organismos fotossintéticos, que graças à sua “maquinaria fotossintética” são capazes de transformar a energia luminosa em energia química com a produção de compostos orgânicos. Os propósitos económicos de produção de biomassa microalgal têm-se alterado ao longo das últimas décadas: após a fase inicial de produção de SCP (single cell protein) para alimentar um mundo carente de alimentos e posteriormente como suplemento de alimentação humana, pretendeu-se a obtenção de compostos de química fina, “alimentos dietéticos”, bem como compostos terapêuticos, em aquacultura e recentemente o seu uso como vetor energético. Podem ser usadas para “nutracêuticos” ou “alimentos funcionais” (ex. carotenóides, antioxidantes, ácidos gordos poli-insaturados, polissacáridos, vitaminas, fitoesteróis, minerais ou outros aditivos alimentares); cosméticos; biomateriais; moléculas bioactivas com aplicações em agricultura e medicina humana e veterinária e de processos; tratamento de esgotos; biosorção de metais pesados; biofertilização e acondicionador de solos para a agricultura; biomassa algal para alimentação animal e humana; algas fixadoras de CO2 para obviar o problemático efeito de estufa e para bioenergia.
  • Citometria de fluxo: funcionalidade celular on-line em bioprocessos
    Publication . Silva, Teresa Lopes da; Reis, Alberto; Hewitt, Christopher; Roseiro, J. Carlos
  • Avaliação directa da toxicidade de águas residuais: um caso de estudo
    Publication . Mendonça, E.; Brito, M. F.; Picado, Ana; Paixão, Susana M.; Silva, Luís; Brito, F.
    A avaliação global das águas residuais deve integrar ensaios ecotoxicológicos complementando a caracterização química, especialmente no caso de águas residuais complexas. O projecto ECORIVER, que decorreu na Bacia do Rio Trancão, integrou o estudo ecotoxicológico e físico-químico de águas residuais de empresas de vários sectores industriais. Apresentam-se resultados relativos à avaliação ecotoxicológica de águas residuais de 17 empresas através da utilização de ensaios agudos e crónicos, com diferentes espécies: a bactéria Vibrio fischeri, a alga Pseudokircheneriella subcapitata, os crustáceos Thamnocephalus platyurus e Daphnia magna, e a planta Lemna minor. A análise dos resultados permitiu concluir que uma bateria de ensaios com uma bactéria, um crustáceo e uma alga, é representativa. Concluiu-se ainda que a utilização da abordagem ecotoxicológica é uma mais-valia para a avaliação do perigo e do risco de descargas para o meio hídrico e pode contribuir para um mais correcto estabelecimento de condições de descarga, com o objectivo de atingir a boa qualidade ecológica das massas de água. A monitorização e a gestão ambiental podem utilizar esta ferramenta com vantagens.
  • Novas tendências nos sistemas de digestão anaeróbica e produção de biogás
    Publication . Di Berardino, Santino
    Os sitemas integrados de valorização energética e ambiental dos resíduos com base na digestão anaeróbica associada a práticas agrícolas, podem constituir uma oprtunidade de negócios e de desenvolvimento do meio rural. A tecnologia existente consegue satisfazer, vantajosamnete, as aplicações práticas, existindo soluções inovadoras que poderão permitir maiores rendimentos. O cultivo de terrenos com plantas herbáceas com resíduos digeridos, pode susbtituir vantajosamente as culturas de alto rendimento e ocupar e valorizar terrenos marginais. O biogás é um combustível muito versátil, que pode alimentar os dispositivos mais diversos, nomeadamente as células a combustível, as turbinas a gás ou pode ser convertido em biometano. Em Portugal estes sistemas têm difuculdade em avançar na implementação, pois existem barreiras técnicas, não técnicas e económicas que devem ser removidas.
  • Os subprodutos agro-industriais de natureza lenhocelulósica:caracterização da situação portuguesa.
    Publication . Duarte, Luís C.; Esteves, M. P.; Carvalheiro, Florbela; Vicente, Paula; Gírio, Francisco
    Os materiais provenientes do processamento de matérias-primas nas agro-indústrias são usualmente considerados como não perigosos, abundantes, facilmente biodegradáveis, baratos e potencialmente valorizáveis. No entanto, devido às grandes quantidades processadas, podem constituir um problema ambiental, impondo assim um encargo económico significativo neste sector. A viabilidade económica da sua transformação/valorização depende de vários factores, como a quantidade disponível, os custos do material e transporte, as utilizações já existentes e eventuais restrições político-económicas regionais. Para o desenvolvimento de programas de valorização que potenciem a cadeia de valor do sector agro- -industrial, é necessário deter uma caracterização qualitativa e quantitativa destes materiais. Com este propósito, foi desenvolvido um inquérito postal junto das empresas agro-industriais portuguesas que processam materiais de natureza lenhocelulósica. A amostra apresenta uma boa cobertura geográfica e uma adequada representação dos diferentes subsectores agro-industriais, tendo a taxa de resposta obtida sido de 17%. O inquérito permitiu a caracterização, ao nível dos subsectores, em termos da sua composição e distribuição regional, bem como identificar os diferentes materiais produzidos, respectivas quantidades, destinos e valores económicos actuais, o que permitiu definir os principais subsectores/ materiais que mais poderão beneficiar com o investimento em actividades de I&D. Os principais subprodutos identificados foram os seguintes: dreche cervejeira, bagaço de uva sem álcool, polpa de alfarroba, casca de arroz, repiso de tomate, bagaço de azeitona extractado, casca de frutos rijos, engaço, borra de vinho sem álcool e grainha de uva. Por fim, apresentam-se e discutem-se as principais oportunidades e restrições para a valorização destes subprodutos utilizando tecnologias biológicas.