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  • From source to surface: clues from garnet-bearing Carboniferous silicic volcanic rocks, Iberian Pyrite Belt, Portugal
    Publication . Cravinho, André; Rosa, Diogo; Relvas, Jorge M.R.S.; Solá, A. Rita; Pereira, Inês; Paquette, J. L.; Borba, M. L.; Tassinari, Colombo C. G.; Chew, David; Drakou, Foteini; Breiter, Karel; Araújo, Vítor
    ABSTRACT: This work investigates the relationships between partial melting, melt extraction, pluton growth and silicic volcanism in garnet-bearing felsic volcanic rocks that were extruded in the Iberian Pyrite Belt, at ca. 345 Ma. The garnets are of peritectic origin, displaying textural and chemical features of disequilibrium crystallization during partial melting reactions involving biotite at high temperatures (up to 870 degrees C) in the middle-lower crust. Major element composition suggests compositional equilibrium with the entrained and pinitized peritectic cordierite, but reveals some subsequent homogenization by diffusion. Trace element maps and spot analyses of garnet show, nonetheless, significant trace element variations, reflecting biotite and Y-REE-P-rich accessory phase breakdown during partial melting reactions. Peritectic garnet and cordierite growth resulted in the preservation of Th- and Y-rich prograde suprasolidus monazite, which constrains the timing of partial melting of the metapelitic protolith at ca. 356.8 +/- 2.4 Ma. The zircon cargo further shows that a significant amount of zircon crystals from previously crystallized felsic melts were also remobilized and erupted. These were likely stored in an upper crustal pluton that grew episodically since ca. 390 Ma during voluminous melt generation periods within the middle to lower crust, which also resulted in voluminous volcanism. The geochemical trends of the felsic volcanic rocks reflect the entrainment of xenoliths of peritectic garnet, cordierite and feldspar, and as such, the garnet-bearing felsic volcanic rocks represent an erupted mixture of a lower-temperature (ca. 770 degrees C) silicic melt and autocrysts, and peritectic phases and zircon crystals from previously crystallized and stored felsic melts.
  • Detrital zircon U-Pb geochronology of the Moatize and N’Cond´edzi coalfields, Zambezi Karoo Basin of Mozambique: Implications for provenance, sediment dispersal and basin evolution
    Publication . Fernandes, Paulo; Jorge, Raul CG Santos; Albardeiro, Luís; Chew, David; Drakou, Foteini; Pereira, Zélia; Marques, João
    ABSTRACT: Detrital zircon U-Pb geochronology of the Moatize and N'Condedzi coalfields in the Zambezi Karoo Basin of Mozambique provides key insights into the regional provenance, sediment dispersal pathways and basin evolution. Borehole cores from the two coalfields reveal a stratigraphy spanning the early Roadian (middle Permian) to the Carnian (Upper Triassic). The Permian sandstones of the Moatize Coalfield (MC) yield three detrital zircon populations, with ages ranging from 1150 to 950 Ma, 900-780 Ma and 650-490 Ma. In contrast, the Permian sandstones of the N'Condedzi Coalfield (NC) have only one population, which ranges from 1150 to 950 Ma. During the Permian, the provenance area for the NC was the Tete-Chipata Terrane and Malawi Complex (1150-950 Ma) to the north-northeast. In the MC, the detrital zircon populations of the early lake delta depositional setting (Roadian to Wordian) indicate a main provenance in the Zambezi Belt (900-780 Ma) located to the south of the MC, with minor sourcing from the Nampula Block (1150-950 Ma and 650-490 Ma) to the east. The transition from a lake delta to an alluvial depositional setting is attributed to a major tectonic event in the MC, which involved the formation of a braided channel belt. Sandstones from this braided channel belt yield three detrital zircons populations (650-490 Ma, 900-780 Ma and 1150-950 Ma), indicating provenance from both the Zambezi Belt and the Nampula Block. The overlying sandstones in the MC show only a minor population from the Zambezi Belt (900-780 Ma), implying a shift in provenance to the Nampula Block that was likely induced by tectonics. The absence of detrital zircon populations of 900-780 Ma and 650-490 in the Permian sandstones of NC implies that the two coalfields were not connected during the mid to late Permian. It is likely that an intra-rift horst (the Mesoproterozoic Gabbro-Anorthosite Tete Suite) separated the two coalfields. The Lower Triassic sandstones of the NC yield a main detrital zircon population indicating provenance from the TeteChipata Terrane and Malawi Complex (1150-950 Ma). A minor population at 650-490 Ma is linked to increased aridity at the Permian - Triassic boundary, which caused expansion of the watershed across the Tete-Chipata Terrane and the Malawi Complex. The Upper Triassic sandstones in the NC yield a 1150-950 Ma detrital zircon population, indicating provenance from the Tete-Chipata Terrane and Malawi Complex and a return to the source-to-sink conditions seen in the mid to late Permian.
  • Detrital zircon geochronology of the Lower Karoo Group in the N’Condédzi Basin, Mozambique
    Publication . Fernandes, Paulo; Jorge, Raul CG Santos; Albardeiro, Luís; Chew, David; Drakou, Foteini; Pereira, Zélia; Marques, João
    SUMÁRIO: A Bacia de N’Condédzi, pertence ao conjunto de bacias sedimentares moçambicanas do Ciclo Karoo. O preenchimento sedimentar consiste numa sequência detrítica, com ca. 2000 m de espessura, depositada em ambientes lacustres e aluvionares. Com a finalidade de conhecer a proveniência dos terrenos fonte das rochas detríticas, foram estudadas para geocronologia U-Pb, as populações de zircões detríticos de arenitos interceptados em três sondagens. Independentement, da idade dos arenitos (Lopingiano – Triásico Superior), a população dominante de zircões detríticos está no intervalo 1140 – 920 Ma com pico aos ca. 1035 Ma, sugerindo uma constância temporal das áreas fonte, restritas a terrenos formados durante a consolidação do Supercontinente Rodínia (1400 – 1000 Ma). Todavia, e apenas nos arenitos do Triásico Inferior, ocorre uma segunda população de zircões com idades U-Pb entre os 670 – 490 Ma, com picos aos 618 e 525 Ma., sugerindo o envolvimento transitório de terrenos associados ao Ciclo Pan-Africano.
  • Geocronologia U-Pb de zircões detríticos e proveniência sedimentar nas regiõescarboníferas de Moatize e N’Condédzi (Bacia Karoo do Zambeze, Moçambique) [Resumo]
    Publication . Fernandes, Paulo; Jorge, Raul C. G. Santos; Albardeiro, Luís; Chew, David; Drakou, Foteini; Pereira, Zélia; Marques, José
    RESUMO: A geocronologia U-Pb de zircões detríticos das regiões carboníferas de Moatize e N’Condédzi, na Bacia Karoo do Zambeze (Moçambique), fornece informações importantes sobre a proveniência sedimentar e a evolução da bacia. A sucessão estratigráfica, com idades entre o Roadiano (Pérmico médio) e o Carniano (Triássico superior), é constituída por arenitos, argilitos e camadas de carvão, depositados em ambientes aluvionais-lacustres em bacias de rift continental, com espessura superior a 2 km. Os arenitos pérmicos da região de Moatize apresentam três populações de zircões detríticos (1150–950 Ma, 900–780 Ma e 650–490 Ma), enquanto os de N’Condédzi mostram apenas uma população (1150–950 Ma). Durante o Pérmico, a proveniência dos sedimentos de N’Condédzi esteve associada ao Terreno Tete-Chipata e ao Complexo Malawi. Em Moatize, os depósitos iniciais de ambiente deltaico lacustre (Roadiano–Wordiano) indicam uma proveniência dominante do Cinturão Zambeze (900–780 Ma), com contribuições secundárias do Bloco Nampula (1150–950 Ma e 650–490 Ma). A evolução de um ambiente deltaico lacustre para um sistema aluvionar em Moatize é atribuída a um evento tectónico significativo, que originou sistemas fluviais com elevada carga sedimentar e canais entrançados. Os arenitos desses canais mantêm as três populações de zircões detríticos, refletindo proveniência combinada do Cinturão Zambeze e do Bloco Nampula. Em depósitos mais recentes, associados a canais em meandros, observa-se uma diminuição da contribuição do Cinturão Zambeze, sugerindo uma mudança de proveniência dominante para o Bloco Nampula, possivelmente controlada pela tectónica. A ausência de populações de zircões de 900–780 Ma e de 650–490 Ma nos arenitos pérmicos de N’Condédzi indica que as duas regiões não estavam interligadas durante o Pérmico. É provável que um horst intra-rift, representado pela Suite Gabro-Anortosítica de Tete (Mesoproterozoico), tenha actuado como barreira paleogeográfica entre as duas regiões. No Triássico Inferior, os arenitos de N’Condédzi apresentam uma população dominante de zircões detríticos de 1150–950 Ma, o que confirma a proveniência do Terreno Tete-Chipata e do Complexo Malawi. Uma população minoritária (650–490 Ma) está associada a condições mais áridas, coincidentes com a transição Pérmico-Triássico, e à expansão da bacia de drenagem. Já no Triássico Superior, a predominância da população de 1150–950 Ma indica um regresso às condições de proveniência semelhantes às do Pérmico médio e superior, reflectindo, uma vez mais, a interacção entre a actividade tectónica e a sedimentação.